O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, celebrou, na noite deste domingo (4), a tranquilidade e a segurança do primeiro turno das eleições gerais. Ele também destacou a utilização do e-Título e a ausência de interferências externas, fato que já havia mencionado mais cedo, ao longo do dia.
Segundo o ministro, a votação ocorreu com liberdade e permitiu que cada cidadão registrasse a manifestação legítima da sua vontade.
Ao apresentar o balanço do pleito, Nunes Marques citou estatísticas de utilização do aplicativo e-Título, que contabilizou, até as 19h de domingo, mais de 8,6 milhões de emissões, 22 milhões de consultas aos locais de votação e 4,3 milhões de justificativas eleitorais registradas.
Questionado por jornalistas sobre o atraso de cerca de 50 minutos na apuração e divulgação, o presidente da corte explicou que o problema decorreu de um congestionamento de dados motivado por um fluxo superior ao normal.
“Tivemos congestionamento no sistema de divulgação. O TSE tinha absoluto controle da situação. Só que temos protocolos e rotina. Havia necessidade de checagem de todo o sistema. Antes da rapidez, prezamos antes de tudo pela segurança”, afirmou.
No âmbito da segurança pública, o balanço registrou a atuação de mais de 321 mil integrantes das forças de segurança em todo o país.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicaram o registro de 907 crimes eleitorais, dos quais 311 foram por boca de urna e 272 por propaganda irregular, além da apreensão de aproximadamente R$ 626 mil.
O ministro destacou também uma redução de 86% no volume de denúncias recebidas pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral em relação a 2022, caindo de 18.487 para 2.604, em 2026, o número de registros referentes à integridade do processo.
Apesar do recuo, Kassio Nunes Marques ressaltou que o resultado “não significa que devamos baixar a guarda”. “A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente”, defendeu.
O ministro Nunes Marques mencionou ainda que relatórios de missões internacionais de observação, como as do Parlasul e da Organização dos Estados Americanos (OEA), atestaram a transparência e a normalidade do pleito, sem a identificação de incidentes graves referentes às urnas, à identificação de eleitores ou ao transporte.
Ao ser indagado sobre possíveis tentativas de ingerência externa, o presidente do TSE respondeu que “não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro”. Ele complementou ressaltando que “todos são testemunhas de como transcorreu a votação”.
A respeito da taxa de abstenção registrada, de aproximadamente 21%, o ministro pontuou que o não comparecimento alcança cerca de 50% entre idosos e 20% no grupo de jovens de 16 e 17 anos.
Ele avaliou o índice como não ideal e indicou que a Justiça Eleitoral buscará aperfeiçoar os mecanismos para reduzir a abstenção no segundo turno.
Em resposta a perguntas dos jornalistas sobre o resultado político das urnas e o perfil dos eleitos, o ministro evitou emitir opiniões, afirmando que “a Justiça Eleitoral possui muitas responsabilidades, atribuições, obrigações. Entre elas, não está fazer nenhum comentário sobre isso”.
Ao encerrar sua fala, antes das perguntas, o presidente do TSE fez um agradecimento a mesários, colaboradores e forças de segurança envolvidos na organização do pleito. “A eleição se completa quando a vontade soberana do eleitorado é conhecida e respeitada. Vamos trabalhar para ter um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade do primeiro turno”, concluiu.
Fonte e imagens: CÂMARA DOS DEPUTADOS DA AGÊNCIA CAMARA– Leia a matéria completa aqui